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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Por que estudar Coreano?

Esta provavelmente é uma pergunta que muitos pais, amigos ou conhecidos seus devem dizer quando você fala que estuda ou que tem interesse em estudar a língua coreana. Não é mesmo?

Motivada primeiramente pela pergunta da leitora Ratinhos Coelhinha (귀엽다! ㅋㅋ), coloquei na minha cabeça que deveria escrever algo a respeito disso aqui no blog. Segundo, minha motivação parte da minha própria experiência quando decidi estudar coreano a sério, lá para 2008. Meu primeiro contato com o alfabeto foi em 2001, quando conheci um professor de japonês que estava aprendendo coreano. Achei aquilo inusitado. E provavelmente devo ter feito a mesma pergunta para ele: Por que você estuda coreano?

Para os que estudam/estudaram inglês: alguém já lhe perguntou isto?
Por que você estuda inglês?

Imagino que sim, mas a resposta de certa maneira já está um tanto quanto implícita. A pessoa sabe e só quer saber a sua resposta, que pode ser, dentre muitas:
  • porque é uma língua universal
  • porque meus pais me obrigaram
  • porque meu trabalho pede
  • porque quero ter uma boa carreira 
  • porque quero viajar pra Miami pra fazer compras
  • porque tenho muitos materiais para ler que só estão disponíveis em inglês
  • porque quero entender letras de música
  • porque tenho preguiça de ler legenda de filme
  • etc.

Ou seja, normalmente a resposta está ligada a uma necessidade EXTERNA a você.

De fato, conheço muitas pessoas que gostam de estudar idiomas, inclusive o inglês, porque gostam de idiomas, e ponto final. Mas a expressão "estudar inglês" já é tão batida e soa tão incômoda como uma tijolada na testa, que a grande maioria torce o nariz quando a escuta, seja você fluente ou não.

O caminho é cheio de pedras para chegar à fluência no inglês.

Agora pensemos no coreano. Quando perguntam para você: "Por que quer aprender coreano?", acredito que cerca de 80% das pessoas que perguntam fazem aquela cara de "Hein?! Por que você não estuda inglês, espanhol, francês, ou qualquer outra língua mais útil?".


Vamos refletir sobre alguns pontos:


1. As pessoas não pensam em idioma como um fim


Elas pensam como um meio. Uma ferramenta por meio da qual pode-se alcançar outra coisa que (esta sim) é importante.

Como uma graduada em Letras, o idioma era meu objeto de estudo. E não somente o idioma e suas amarras sintáticas, semânticas, fonéticas e fonológicas, mas o papel dele enquanto um elemento social e, obviamente, um meio de comunicação, seja por escrito, falado ou ouvido.

Quando aplicado na vida social, é sempre frustrante vislumbrar a desimportância dada aos idiomas enquanto trabalho. Se para uns a língua é um meio de se chegar a algo mais importante, para outros este é o ganha-pão. É um trabalho invisível. Assim como o de tradutor, de revisor, de baixista, de varredor, etc. 
Se tem, ninguém percebe. Se não tem, faz falta. Se está bem feito, ninguém vai notar. Se estiver ruim, vão notar.   
Voltando ao coreano.

Quando lhe perguntam Por que você estuda coreano?, algumas das respostas são:

  • porque quero entender o que as músicas kpop dizem
  • porque quero viajar pra Coreia do Sul
  • porque é diferente e legal
  • porque gosto de línguas orientais
  • porque os(as) coreanos(as) são mais bonitos(as) que os(as) japoneses(as)
  • porque quero arranjar um(a) namorado(a) coreano(a)
  • etc.

Ou seja, normalmente a resposta está ligada a uma necessidade INTRÍNSECA a você.

Da mesma maneira que o inglês, conheço pessoas que estudam coreano por motivos profissionais. Trabalham em empresas coreanas no Brasil e precisam aprender o idioma nem que seja à força. É um caso. Também existem os que querem aprender para conseguir uma oportunidade melhor na carreira, seja no Brasil, seja no exterior (mais especificamente na Coreia, né?).

Eu só falo essas coisas porque eu sou chatona das Letras, tá? hahaha.

Se para você a língua é um meio para atingir um objetivo, não há problema algum! O ponto é: que esse objetivo seja algo genuíno e intrínseco a você, positivamente. ^^


2. Estudar é uma escolha.


Uma das coisas que normalmente falo para meus alunos na primeira aula do básico 1 é: parabéns pela escolha de estudar coreano

Tudo nesta vida é feito por meio de escolhas. Conscientes ou não. Ativas ou passivas. Se não foi sua escolha, foi de outra pessoa, e isso atinge você de uma forma ou de outra.

No estudo de idiomas não é diferente. Decidimos o que queremos estudar, no entanto muitas pessoas não leva a sério o estudo de algo, como o inglês, alegando não ter sido uma escolha própria. Acontece aos montes. E não estou aqui para julgar a atitude de ninguém.

Vamos por uma outra vertente. 

Estatísticas

Segundo estatísticas do IBGE, o Brasil ainda tem um contingente imenso de adultos acima de 25 anos que têm de 0 a 3 anos de estudo... isso perfaz cerca de 25% da população brasileira acima de 25 anos. Ou seja, é MUITA GENTE! 

E quando vemos a quantidade de pessoas no mercado de trabalho concorrendo para vagas de nível superior, percebemos que a fatia dos adultos brasileiros com nível superior é bem grande também (cerca de 11%).... sim, é MUITA GENTE também! E isso nos leva a nos especializar ainda mais.

Mas a quantidade de gente sem estudo no Brasil é ainda... MAIOR!

Então tem um gap muito grande entre esses "MUITA GENTE" aí, não é mesmo?

Se ter acesso a educação básica, como ler, escrever e fazer contas, é escasso e impede muita gente de ter uma renda decente para se sustentar, comprar comida, se vestir e se transportar pra lá e pra cá, então estudar inglês é considerado, sem dúvida alguma, artigo de luxo. 

Considerando esses dados, podemos dizer que de fato educação se trata de uma escolha, pois não são todos neste país que têm condição de pagar pelo estudo do idioma inglês, não é mesmo? 

Se você tem condições, pode-se dizer que a escolha está mais para estudar inglês ou outra língua?
Se você não tem condições, pode-se dizer que a escolha está mais para estudar ou não estudar?


3. Não se inclua na maioria.


Tá, falamos da triste estatística educacional do Brasil. Isso te desmotiva? NÃO DEVERIA! 

Se você está lendo isto aqui e chegou até aqui é porque você tem um mínimo de condição financeira e realmente tem uma certa motivação que vai além da sua própria "forcinha de vontade" que tanto se fala por aí.

Como diz Haruki Murakami no livro Do que eu falo quando eu falo de corrida:

Quando conto para as pessoas que corro todos os dias, tem gente que fica muito impressionada. "Você deve ter uma tremenda força de vontade", às vezes escuto. Claro que é agradável receber um elogio assim. Muito melhor do que ser motivo de desprezo, com certeza. Mas não acredito que seja apenas força de vontade que capacite a pessoa a fazer alguma coisa. O mundo não é assim tão simples. Para dizer a verdade, eu nem acho que exista grande correlação entre o hábito de correr todo dia e essa coisa de ter ou não força de vontade. Creio que fui capaz de correr durante mais de vinte anos por um motivo simples: isso me cai bem. Ou pelo menos porque não acho assim tão doloroso. Os seres humanos naturalmente continuam a fazer as coisas de que gostam, e param de fazer as que não gostam.
Estudar coreano pra você significa se aproximar um pouco de algo que você gosta, que é Kpop e novelas coreanas? ÓTIMO!!!

Acho que muito raramente você encontraria alguém que fala que quer aprender a aplicar o Teorema de Pitágoras porque adora números e quer visitar o túmulo dele na Antiga Grécia (se é que existe um túmulo dele, sei lá, hahaha). Sei lá, a comparação é tosca, mas é esse o espírito.

De uma pessoa apaixonada pelo que faz, seja operar máquina de xerox na papelaria, gerenciar projetos numa grande empresa, ou estudar aramaico, pode-se esperar que o que sair dela vai ser um trabalho bem feito. Se você gosta do que faz, você faz seu trabalho do melhor jeito possível. Seguindo essa linha de raciocínio, ninguém precisa dar um trabalho para pessoas assim para que elas se posicionem no mercado de trabalho. Elas criam seus próprios trabalhos.


Resumindo:

Se o incentivo para fazer algo foi genuíno e vier de dentro para fora, as chances de a empreitada ser um sucesso aumentam exponencialmente! 

Se for o contrário, de fora para dentro, já sabe, né... ninguém gosta de ser obrigado a nada. O que nos leva ao próximo tópico.


4. Ninguém é obrigado de nada.


Lembre-se de que ninguém é obrigado a fazer nada nesse mundo. Se você não se sente à vontade fazendo algo imposto, simplesmente não faça. Faça outra coisa. Mas faça. Faça algo.

Inglês pode não ser seu forte. Quem sabe coreano? Quem sabe italiano? Quem sabe o próprio Português? A questão é encontrar algo que te chame a atenção. Não precisa ser sua vocação nem nada muito sério assim. É simplesmente coisas que te mantém vivo. E não vivo no sentido de continuar com o coração batendo. Vivo de espírito, de vontade de continuar a fazer o que você estava fazendo quando teve que parar.

Um dos "conceitos" de felicidade que ouvi uma vez e que mais me sinto confortável em pensar é:

Felicidade é quando você não quer que algo acabe.

Portanto, como já disse uma vez Neil Gaiman:

The one thing that you have that nobody else has is you. Your voice, your mind, your story, your vision. So write and draw and build and play and dance and live as only you can.

A única coisa que você tem e que ninguém mais tem é você mesmo. Sua voz, sua mente, sua história, sua visão. Então escreva, desenhe, construa, brinque, dance e viva como só você consegue fazer.

Essa foi a frase que mais me fez sair debaixo da nuvem negra que cobria minha cabeça há anos. Me incentivou a viver, a manter minha vontade de acordar todos os dias e fazer algo que me deixe com mais vontade de continuar no dia seguinte ao me deitar.

Por último, gostaria que pensássemos neste próximo ponto importantíssimo que muitos se esquecem em relação ao aprendizado:


5. Crie experiências a partir do que você gosta e sabe fazer.


A parte mais importante do aprendizado é esta: criar experiências.

Mas como assim?

Bom, todos sabemos que o aprendizado se divide grosseiramente entre teoria e prática, certo? No entanto, muitos se limitam a fazer do aprendizado somente uma teoria/estudo, imaginando que o restante vem após a apreensão da teoria.

ERRADO PENSAR ASSIM!

O aprendizado pede necessariamente a prática, mas não quero dizer somente aquele negócio de "vamos praticar, repetindo o diálogo do livro". (dull) nooo~

Quero dizer a iniciativa de colocar a si mesmo em situações que lhe tragam experiências reais de aprendizado.

Uma coisa é o aprendizado que sugamos do livro: os conceitos começam a se juntar e fazer algum sentido na sua cabeça, recebendo informação e a processando. OK.

Outra coisa é utilizar estas informações que estão se desenvolvendo na sua cabeça, de modo a retornar a você mesmo como uma forma de aprendizado totalmente diferente do "entendimento mecânico da coisa".


Exemplo: o próprio idioma coreano. 

  • Você quer aprender o idioma? Ótimo! Gosta de kpop? Melhor ainda! Junte a fome com a vontade de comer. Faça o interesse no aprendizado algo saudável a partir de fontes que lhe tragam prazer. 
  • Você quer aprender coreano e adora cozinhar? Junte as duas experiências numa só. Vá estudar culinária coreana! 
  • Ou então, estuda relações internacionais? Foque os estudos na Coreia enquanto uma potência, ou então a influência que a cultura oriental tem no ocidente (coisas do tipo) e arranje uma bolsa de estudos! 
  • Adora literatura? Foque em literatura coreana e mande ver. Profissionais com conhecimento nisso é extremamente escasso no Brasil.
  • Gosta de tecnologia e games? O mundo de games na Coreia do Sul é IMENSO! É uma ótima oportunidade para arranjar um trampo por lá, ou que seja uma bolsa de estudos também. 

Um parêntese importante: no Brasil, profissionais com idioma coreano fluente ou intermediário ainda são peças raras. Empresas coreanas estão cada vez mais trazendo investimentos para cá, portanto fique de olho! Professores de coreano estão cada vez mais sendo procurados, e os salários são ótimos. Essa galerinha que está se inscrevendo no programa do governo Ciências sem Fronteiras e está indo para a Coreia do Sul estão certíssimos! E não pense que isso é SONHO. Já é uma realidade. O mais importante, além de ir pra lá, é poder trazer para cá o que aprende no exterior. Esse é o motivo de existir bolsas de estudo.
  
O ponto é: precisa existir um ponto de equilíbrio em tudo o que fazemos. Você pode sim, sem problema algum, querer estudar coreano somente por gostar de kpop. Como um hobby, é perfeitamente aceitável e saudável. No entanto, se você acha que precisa haver uma razão a mais para cada investimento seu (ou se alguém está te cobrando que este investimento haja algum retorno), faça desse estudo algo produtivo, com os exemplos acima citados.

Às vezes essas oportunidade aparecem quando menos esperamos. Aparecem quando fazemos algo bem feito, simplesmente porque gostamos. Se você cozinha bem porque gosta que a comida esteja gostosa, é natural receber um elogio, não é mesmo? E bem capaz que muita gente possa dizer "Por que você não abre um restaurante?", ou algo do tipo.

Sempre pode haver algum caminho C ou D, algo fora do planejado, dependendo de como enxergamos nossas opções de escolhas. As opções são inúmeras. O mundo é cheio de oportunidades! É aquela velha história: há espaço para todos. 

Detesto quando dizem que "o mercado está saturado". Afffe. A vida neste planetinha onde moramos é feito por seres humanos. Seres humanos são feitos de carne e osso, são mortais, vulneráveis, indecisos, e sempre cometem erros. Por que você acha que as coisas são imutáveis? Que não há espaço para você? Nós fazemos o mundo... 

Voltando aos idiomas...

Uma dica para estudantes de idiomas é tentar utilizar o idioma com um nativo sem pensar simplesmente em estar certo ou estar errado gramaticalmente. Se a pessoa do outro lado entender, sucesso! Se não entender, arrume. Não é assim que aprendemos o Português desde que nascemos? O negócio é sentir que o idioma aprendido "funciona". Essa sensação é impagável.


Um adendo pessoal: só me tornei fluente de fato em inglês porque comecei a namorar um americano quando morei nos EUA... americano-coreano. Então existe aí uma razão a mais que faz o aprendizado se tornar uma experiência. Assim o aprendizado sai do nível estudar por estudar, pois você se coloca em situações em que é preciso fazer uso de ferramentas que você nunca imaginou utilizar. A vida é assim, em todos os âmbitos.

Ou por algum momento você imaginou que ao sair da faculdade você aplicaria algo que aprendeu? Eu, sinceramente, somente apliquei meus conhecimentos aprendidos na faculdade na vida pessoal. E com a experiência da vida pessoal, a vida profissional ficou mais fácil. É questão de experiência dos anos vivendo, trabalhando e vivenciando o que nos propomos a vivenciar.

Por isso que aprendizado é algo que requer tempo. Um tempo que não é possível dar Fast Forward nem Rewind. Mas que você decide se quer dedicar um tempo da sua vida para isso.


Conclusão


Falei muito, né? Vamos só fechar tudo de um modo bem simples:

Faça do estudo de coreano algo saudável, com aplicações reais e que estejam ligados com algo intrínseco a você. Isso vai lhe proporcionar naturalmente experiências interessantes que vão intensificar seu aprendizado. Não só do coreano, mas da vida em si.


Boa sorte!

Tenha um ótimo dia ^^

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Post Random - As meninas do Japão

Neymar? Pato? Ganso? Marreco? Não. A noite foi de Miyama, Sawa, Kumagai, Kaihori e de toda a seleção japonesa de futebol feminino.

Garanto que há muito muito tempo não assistia a um jogo tão bom e emocionante. Entre assistir ao jogo do Brasil masculino e ao do Japão feminino, não tive dúvidas. O jogo feminino, além de ser menos "comum" em nossas televisões, contava com o time japonês (muitos não sabem, mas eu sou descendente de japoneses, não de coreanos), que era uma novidade numa final de Copa.

Ambos os jogos terminaram empatados e nos pênaltis, mas a diferença estava clara entre o time nipônico e o brasileiro: o equilíbrio emocional.

Conquista com garra e superação

 
Cadê a superação?

Logo nos primeiros 10 minutos ficou nítida a diferença de experiência entre as jogadoras americanas em relação às japonesas. O time dos EUA, que já havia conquistado duas Copas Mundiais e estava em busca do tricampeonato, estava na ofensiva com várias tentativas de gols, porém milagrosamente nenhuma balançou o fundo da rede japonesa (nessas horas, juro que achei que havia um shinigami no gol com um campo de força, hahahaah xD). O Japão, ao contrário, mal conseguia chegar à pequena área e muito menos finalizar uma jogada. Mas persistiam.

O jogo parecia fadado à vitória americana, dada a experiência e técnicas superiores, ao desalento dos japoneses, que aumentou quando Morgan fez o primeiro gol dos EUA. Aí fudeu. Torci, torci, torci, até que inacreditavelmente as japonesas avançaram e marcaram! 어머! Miyama! Aí eu vi a garra das japonesas. Porém, no 1o tempo da prorrogação, veio a "decepção": outro gol americano! Mas é aquela história: japoneses ficam mais fortes quando acuados XD (vide Centopéia Humana e seus 4.8). E foram atrás: atacavam, entravam com tudo, corriam (mesmo com as pernas curtinhas orientais xD), até que num escanteio Sawa mandou pra dentro!

Desacreditei. Nessa hora falei "Só pela persistência, disciplina e garra, o Japão merece ganhar. E mesmo se perder tecnicamente, sairá vitorioso".

Nos pênaltis, não tive dúvidas. O Japão, com sua disciplina e concentração, era bem mais capaz de bater com mais perfeição. Aí entra novamente a questão psicológica: consideremos a crise que o Japão está passando atualmente, o treinamento rigoroso e disciplinante ao qual os jogadores são submetidos e a motivação de fazer um good game. Não tem outra: é vitória na certa. E foi o que aconteceu! A goleirona Kaihori deu um karatê e proporcionou belas defesas para seu time, com louvor merecido, e as jogadoras bateram muito bem, para azar da belíssima e popular Hope Solo.

Nessa hora, quando o Japão ganhou, me pareceu muito roteiro batido (mas verdadeiro) de anime: o fraco de técnica/experiência junta força, disciplina, motivação, orgulho e vontade de vencer, e alcança a vitória! Vitória não somente de "campeonato", mas vitória sobre si mesmo, vitória de superação de suas próprias limitações, vitória da confiança em seu potencial. E é exatamente isso que emociona e fez da vitória japonesa 3x mais do que aparentemente foi.

Jogão. Jogão mesmo. Jogo sem faltas abusivas, jogo sem gracinhas de jogador estrelinha... Inclusive, na hora que a jogadora japonesa tomou um cartão vermelho, foi bem aquilo de "sacrifiquei minha posição no time para impedir um possível gol". Incrível. Planejado, bem planejado, pois as japonesas não são ofensivas dessa maneira, de chegar no carrinho de graça. Ela não tinha nada a perder, pois faltavam somente 2 minutos para o término da prorrogação. Muito bom. E sorte que foi um pouco antes da pequena área, senão era pênalti. Ufa! E a cobrança da falta, graças ao shinigami ali no gol, hahaha, não entrou. :P

A relação que há com o anime não é mera coincidência, é parte do caráter e do espírito japonês de combate e luta. Não entregam os pontos facilmente, como pode-se ver o contrário em diversos jogos do Brasil... o favorito que cai do salto e não sabe se levantar. O japonês não sobe no salto: se mantém rasteirinho, persistente e contínuo, até chegar ao auge. A diferença que eu enxergo ta aí: o brasileiro quando faz gol se prende "ao gol", comemora como se não houvesse amanhã e não enxerga um passo a frente. O japonês não. Faz gol mas não comemora como se já tivesse ganho. Caso tenham reparado, Miyama quando fez o gol não comemorou com sorrisos, mas com a seriedade de "estamos em busca de outro gol para alcançar a vitória!". Ou seja, a visão é um passo a frente, é o objetivo, é a busca da vitória. O gol é o caminho a se percorrer, pois a vitória tem que ser do time, não do jogador individualmente. Infelizmente foi o que verificamos no jogo brasileiro de ontem, ironicamente no mesmo horário e nas mesmas "condições".

Como disse o narrador do jogo, um dos pontos mais trabalhados pelo técnico do time japonês foi a motivação, pois o período pós-tsunami sem dúvida trouxe grande abalo psicológico para toda a nação, e normalmente é no esporte que a população encontra uma certa "redenção" para suas angústias de modo a unir o país num movimento só. E esse ponto foi algo muito importante para o resultado a que chegaram.

Para finalizar, digo que a vitória foi merecida, tanto por motivos esportivos de fato (pois isso foi um jogo de verdade que há muito tempo não via) quanto por motivos políticos. A vitória veio para lavar a alma sofrida da crise japonesa pós-tsunami, que tem trabalhado arduamente para se reerguer novamente dos escombros aos quais foram submetidos. Tudo com disciplina, vontade, perseverança, garra, responsabilidade, confiança e serenidade, que faz parte desse espírito ganbarê, fator extremamente determinante para a vitória da Copa Mundial Feminina de Futebol. Vitória da superação.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Poesia - 시 (2010)

Está em cartaz o filme sul-coreano Poesia (시), lançado em Maio de 2010 e vencedor de Cannes de melhor roteiro.

No fim de semana tive a grande alegria de tê-lo assistido na Reserva Cultural aqui em São Paulo. Trata-se de um filme extremamente sutil com elementos que remetem constantemente ao subjetivo de cada um, uma vez que tem uma "crueza" um tanto quanto bela. Um dos diferenciais do filme é a ausência de trilha sonora. O filme é do começo ao fim sem um fundo musical (exceto nos momentos em que na própria cena há um rádio tocando ou um karaokê - 노래방).

Essa característica peculiar, na minha modesta impressão, traz uma espécie de autonomia interpretativa para o espectador, pois mexe menos com as sensações superficiais/imediatas e mais com as sensações profundas/trabalhadas. Não há aquele momento crucial no filme, um ápice, como um grande reencontro, um beijo esperado, uma grande realização, momentos esses que trazem um sentimento aguçado pela presença do toque musical. Ou seja, o filme é basicamente uma sucessão de fatos na vida de uma senhora de idade, com um plano de fundo trágico em relação ao seu neto e, ao mesmo tempo, belo em relação à sua vontade de entender mais sobre o significado da poesia enquanto possibilidade de enxergar/sentir/compreender o mundo ao seu redor de uma maneira singular.

Filmes com esse toque peculiar me fazem acreditar que ainda há um cinema que faz valer a pena, muito mais do que somente entretenimento de fim de semana.

O trailer de Poesia - 시:





Na minha humilde opinião, é possível definir o filme com uma palavra:

[훌륭]


Ou seja,

훌륭하다 - ser maravilhoso, estupendo

훌륭한영화 - filme maravilhoso


Um pequeno diálogo:

- 저기,「시」라는 영화 아주 훌륭한 영화군요!

- 그래, 아주 멋진영화이야...


- Ow, o filme "Poesia" é maravilhoso, né!
- Ah, sim, é muito bom...

Explicaçoezinhas:

저기 nada mais é que uma expressão para chamar a atenção de alguém, como o ねえ em japonês. Acabei traduzindo como "ow" (bem informal, hehe).

라는 é uma estrutura um pouco complicada de traduzir, pois não tem um correspondente direto em português. Neste contexto, ficou como "o filme chamado 'Poesia'", ou seja, tem essa função de retomar o elemento anterior à estrutura fazendo uma ligação entre este elemento anterior (시) e o seguinte (영화).

군요 corresponde a "é, né!", mais como uma afirmação do que pergunta. Como se vc tivesse certeza de algo mas estivesse à procura de uma confirmação por parte do seu interlocutor.

그래 é o "ah, sim", "pois é", "sim", "ô", "issaê".

이야 é o verbo 이다 + 야. Esse 야 é uma terminação que dá um certo ar de "subjetividade" por parte do falante. Nessa frase é essa reticência, deixando a frase no ar, de modo que a frase não termine simplesmente com o verbo de uma forma brusca. É um modo de suavizar a frase.

domingo, 21 de novembro de 2010

오랜만이다! - Há quanto tempo!

É, devo dizer isso de boca cheia!
Sei que devo grandes desculpas aos leitores pela demora para postar novas coisas aqui, ainda mais porque eu havia prometido não demorar ¬¬' Então...

정말 오랜만이다! - Há quanto tempo mesmo!

Bom, vou contar um pouquinho aqui do que tem acontecido comigo nesses últimos tempos (não que isso interesse a quem quer aprender coreano), pra quem tiver paciência ou interesse em ler.

Aliás, normalmente as pessoas costumam ler com muito mais atenção, mesmo que despretensiosamente, assuntos pessoais do que qualquer outro que envolva algum conhecimento em específico, hehe. A vida alheia sempre é mais interessante... Bom, enfim, senta que lá vem história!


2010

Este ano foi um ano bem diferente. Comecei o ano sem trabalhar e decidi assim continuar até voltar de viagem do Japão, que fiz no mês de Abril. Continuei na moleza e no ócio, tanto que criei este blog (o ócio criativo), sem a pretensão de que ele fosse alcançar tantos leitores quanto têm hoje (aos quais sou extremamente grata, de verdade ^_^ 감사함니다!). Fiz a viagem, vortei felicíssima e desgostosa com o Brasil (rá, novidade...), terminei a facul (uhu! \O/), mudei de casa, voltei a trabalhar e acabei modificando toda a minha rotina. 

Surpresinha

Recentemente, para ajudar na mudança da minha rotina, descobri que sou diabética. "Felizmente" não foi nesses exames gratuitos que estavam fazendo nesses últimos dias por causa do dia mundial em combate ao diabetes, dia 14 de Novembro (seria uma péssima surpresa), mas a partir dos sintomas que foram aparecendo aos poucos. Aquela sensação (de novo) de "putz, certeza de que tô doente, que merda!". Só faltava descobrir o que era. Para isso consultei o miguxo Google, que me apontou "Diabetes, mana! Perdeu!".

De início foi algo como "Eita nóis, ferrou.", ainda mais para uma big formiga como eu. Mas aos poucos fui vendo que de nada adianta ter autopiedade e não ir em busca de solução. Parece que isso tem se tornado rotina na minha vida... de novo o esquema de "não se focar no problema, mas na solução" e blablabla. 

Sim, é complicado controlar a alimentação, tomar remédios e se policiar a todo momento. Mas não impossível! Então to fazendo o que posso para manter meu nível glicêmico baixo e não reclamar disso. :)

Aulinha de biologia

Só pra deixar claro: meu tipo de diabetes melittus é o tipo 1, que acomete pessoas com menos de 30 anos. 

O tipo 2 geralmente acomete pessoas acima de 40 anos, em virtude do sedentarismo e obesidade, aliada à má alimentação.

Basicamente trata-se de uma doença autoimune que tem a ver com a insuficiência da produção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas responsável pelo transporte da glicose para as células. Assim, pela sua deficiência, o açúcar fica rodando pelo sangue e não entra no organismo para ser transformado em energia para ser utilizado pelo corpo, de modo que a pessoa acaba eliminando tudo pela urina e, consequentemente, sentindo-se fraca. 

Uma grande quantidade de glicose circulando no sangue acomete diversas doenças e infecções, prejudicando outros órgãos e podendo levar a problemas cardíacos, cegueira, amputação de membros como pé, e até mesmo à morte. Ohhh! >.<

Preste atenção!

Sintomas: muita sede, boca seca, vontade de urinar diversas vezes ao dia, cansaço, fome absurda e emagrecimento inexplicável. 

Níveis de glicose no sangue, em jejum de 8h: 
70 a 99 mg/dL - normal
99 a 125 mg/dL - alerta!
126 mg/dL em diante - so sorry! Diabético.


Bom, enfim, só tô tentando justificar minha ausência aqui, hehehe. Será que colou? xD

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

[Opinião Pessoal] - O metrô e suas escolhas pessoais

Este é só um desabafo do que pensei durante anteontem e ontem. Nada tem a ver com o blog. Nem leia se não estiver a fim.


Na manhã desta terça-feira em São Paulo ocorreu uma pane na linha vermelha do metrô, algo que nenhum ser vivo espera acontecer. Não espera porque nunca esperamos que algo aconteça fora do nosso cotidiano, da obviedade do dia-a-dia, do esquema padrão ao qual estamos acostumados.

O desligamento que ocorreu nada tem de bom no sentido prático da coisa: atrasou a vida de todo trabalhador que depende da linha subterrânea para chegar ao serviço, de todo estudante que precisa chegar na faculdade ou na escola, de todos que precisavam chegar a algum lugar específico em um determinado horário mas foi impedido em razão de um problema "desconhecido" desenrolado por algum outro desconhecido. Particularmente também sofri com esse problema, mesmo que num horário menos movimentado. (Cheguei ao trabalho bem espremidinha, cheirando a perfume barato de outras pessoas, hahaha. Enfim...)

Entretanto, por que tanto rebuliço com uma coisa que aparentemente só fez o seu dia ser... mais marcante? Não é verdade que as pessoas reclamam que os dias passam rapidamente e ninguém se lembra do que comeu no café da manhã? Bom, certamente desse dia muita gente se lembrará por um bom tempo. Se lembrará de como foi sofrido conseguir chegar ao trabalho e (essa é a parte mais importante) de quanto ficamos automatizados nas tarefas diárias do dia-a-dia do cotidiano.

Oras, afinal, qual o motivo de toda essa correria? Reclamar para acordar cedo, levantar, tomar café correndo, ir trabalhar, chegar atrasado, trampar igual um condenado, voltar para casa, jantar, dormir, acordar.... Qual o objetivo de tudo isso? Dinheiro? Dinheiro para poder gastar? Dinheiro para poder gastar com obrigação social? Bom, independentemente do seu "objetivo pessoal" com tudo isso, estamos fatalmente fadados a um não-objetivo muito maior que nos engloba e que nem ao mesmo paramos para ter uma leve noção do que estamos fazendo. Que objetivo é (ou nao é) esse? Sei lá, eu também não sei; só sei que o dia-a-dia nos contagia com a ideia de que precisamos trabalhar para cumprir com nossa tarefa social e não ficar de fora do mundo; para ser alguém no mundo. Oras, é o que eu faço que me define no mundo? Aliás, preciso ser alguém no mundo? Não posso ser só alguém para mim mesma? Ou simplesmente ser alguém? Ou então somente ser? Ou até mesmo... não ser? (argh, viajei...)

A quantidade de coisas às quais nos obrigamos a fazer, por qualquer motivo que seja, necessariamente acabam nos automatizando e nos fazendo aceitar a ideia de que, se sairmos dessa rotina, será algo ruim. Ou seja, atrasar para chegar no serviço ou não conseguir tomar o café da manhã direito porque alguma coisa DIFERENTE DO CONVENCIONAL interferiu minha rotina, quebrou meu roteiro diário, destruiu a trilha que eu sempre construo e sigo todas as manhãs, é ruim. Oh! E agora?!

Oras, você é uma formiguinha operária que perde os sentidos quando alguém lhe tira o rastro da frente? Você se perde porque perdeu o referencial? Que tipo de referencial você toma na sua vida? As formigas têm o seu valor, extremamente eficientes e esforçadas que são. Trabalho é a vida delas. Se sairem da rotina, não sabem o que fazer. E você, é assim também?

Não vejo problemas em pessoas que acham que viver a vida assim é a maneira correta de se viver e, com isso, evitar problemas. Nascer, crescer, aprender, estudar, trabalhar, juntar dinheiro, casar, ter filhos, ganhar aposentadoria, ter segurança... Um ciclo de vida que parece ser o ideal para viver tranquilo e sem problemas. Bom, não sei, acho que não é bem o que quero para mim. Parece-me um pouco frustrante pensar que essa é a maneira "correta" de se viver.

Voltando ao assunto do metrô... compreende-se que pessoas tenham ficado putas da vida com o que aconteceu, e que tinham que passar por isso. Ninguém quer passar por isso logicamente! Então é compreensível o nervosismo e a raiva que assume lugar no momento de tensão. Quebrar as janelas, sair de qualquer maneira, é compreensível também para conseguir respirar. Eu faria o mesmo. Contudo, uma coisa que me encuca é as pessoas se irritarem tanto com o fato de não conseguirem chegar ao trabalho porque o metrô parou. Oras, isso todo mundo vai compreender porque não é sua culpa. Agora, é engraçado pensar "que diferença fará ficar nervosão, xingar meio mundo, destruir janelas e portas do transporte público, se machucar... e de qualquer maneira não chegar no trabalho a tempo?". Logicamente é inaceitável que um problema no sistema de metrô tenha que atingir tantas pessoas, tantas manhãs de trabalho e estudo perdidas. Mas não sei se chega a ser motivo bastante para precisar gastar energia se você pode simplesmente parar, pensar e escolher pegar um busão ou um táxi, ou ligar pro trampo e falar que não vai ou então esperar o metrô começar a funcionar novamente.

Aceitar mudanças é sempre algo difícil para as pessoas, ainda mais quando são mudanças bruscas e com causas exteriores (ou seja, que não fomos nós que escolhemos). No caso do metrô, foi um evento que mudou a manhã de uma puta galera trabalhadora. E aqui aponto duas coisas que podem ser importantes:

- dar valor ao que passa despercebido todos os dias, porque você só percebe quando aquilo não está mais lá;

- perceber que sua automatização diária te cega e te faz perder o rumo, apesar de você achar que está tomando um.

Peço desculpas pelo post chato, foi só um desabafo para poder organizar minhas ideias. Mas obrigada a quem leu! :)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

[Opinião Pessoal] - A Copa do Mundo

Gente, vou ser bem rápida nesse post.
Só queria dizer o que acho a respeito da Copa. Se alguém tiver algo a dizer, pode comentar à vontade! :D

No jogo do Brasil x Coreia do Norte dessa terça feira, fui assistir com alguns amigos num bar e levei uma bandeirinha da Coreia do Norte (e o outro lado da Coreia do Sul), só como brincadeira. Afinal, só teria eu mesmo, o bar era pequeno, ninguém iria me escurraçar de lá.

E realmente saí inteira de lá, hehe. Só algumas pessoas deram umas vuvuzeladas na minha bandeira, mas tudo bem na esportiva :) por causa disso conheci várias pessoas tbm! Foi bem divertido! Quando a Coreia fez um gol, só tinha eu comemorando haha! Mas ninguém ligou, só deram risada da única tchonga torcendo contra. Mas eu não estava torcendo contra o Brasil! Muito pelo contrário, estava torcendo a favor ---> adorei essa frase. Mais óbvia impossível.

Sendo Coreia do Norte, Coreia do Sul, China, Japão, Tailândia, Malásia, Vietnã, Laos... qualquer país do leste-asiático que não tenha muita notoriedade no futebol internacional, eu torço! Resumindo, sou defensora dos fracos e oprimidos orientais. xD

Pra mim, a Copa é uma confraternização de nações, em que política fica de fora! Bom, tudo bem q nem sempre é assim... tem mais politicagem por trás das chaves do que podemos imaginar. Mas é uma politicagem diferente da política interna de cada país. Então, se o país vive sob um regime político fechado, de opressão, comunista, liberal, monarquista, anarquista, seja lá qual for, nesse momento, na Copa do Mundo, não tem importância. Afinal, o esporte não é um dos únicos meios pelos quais até mesmo países eternos inimigos dão as mãos? A música também... E qual o objetivo do símbolo das Olimpíadas? Não é a união dos continentes por meio do esporte? 

Ideologicamente eu gosto de pensar assim e enxergar a Copa dessa maneira, como um evento esportivo em que as nações são todas iguais. perante a imagem do esporte. Então, em relação à Coreia do Norte, eu to torcendo pelo time, pelos jogadores, pela torcida (mesmo q ela tenha sido formada de atores chineses contratados...). Acho q isso é o mais válido. 

Nós criticamos o sistema político da Coreia do Norte, da China comunista, do Oriente Médio em guerra eterna, e aplicamos essa nossa visão sobre o esporte de tais países também. Mas e se fôssemos pensar no lado do Brasil? Quem torceria pro Brasil pensando na nossa política? Com tanta sujeira, corrupção, representantes políticos (votados!) sem caráter, tanta miséria, tanta desigualdade... Por isso que dizem, brasileiro só tem orgulho de ser brasileiro durante a Copa do Mundo. :( 

Não que esse patriotismo forçado seja ruim. Vejo que é bem natural do brasileiro amar o Brasil nesses momentos, e isso é bom. O brasileiro tem um coração enorme. O brasileiro estende as mãos para ajudar ao próximo. Só que não consegue enxergar um meio de se erguer quando ninguém lhe estende as mãos e se afunda no próprio erro.

Torço pelo hexa, mas ainda acho que vai dar na final.... Eslovênia x Honduras!
hehehehe!

Aliás, amanhã tem Coreia do Sul  x Argentina!!! Uhuuu!


대한민국 파이팅!!


sábado, 12 de junho de 2010

밸런타인 데이 ♥ Dia dos Namorados ♥

Oh, que dia bonito... para quem tem um(a) respectivo(a), claro.
Já comprou seu presente de dia dos namorados? Já decidiu onde vai jantar? Que filme vai assistir? Que vinho vai abrir? Em que mot... ops.

Enfim! Não vou me prolongar falando sobre a alegria de ser solteiro ou da desgraça de ser comprometido, e vice-versa.

Aliás, só ontem fui me tocar que era dia dos namorados... hahaha! Pô, ninguém me lembrou! :P

그러든지...

Vou falar um pouco sobre o dia dos namorados na Coreia e depois passar algumas frases/vocabulário relacionados a esse dia! :)


Sobre o Dia dos Namorados coreano:

Na Coreia, o dia dos namorados não é em 12 de junho, mas em 14 de fevereiro, assim como nos EUA. É o conhecido Valentine's Day (밸런타인데이), em que as garotas preparam seus $ wons $ e preparam/compram chocolatinhos para seu fuefo! Não necessariamente precisa ser seu namorado. Pode ser que ele seja só alguém que você esteja de olho, então essa data é exatamente para isso: força a garota a se "declarar".



Agora... por que a mulher? 

É, o homem oriental é realmente um molenga. Hahaha!

Tudo bem, tudo bem, motivos culturais... Mas eles são molengas! xD E os orientais do Brasil... o que vocês acham? :P

Enfim, vortando...

Exatamente um mês após a data de engorda (entrega dos chocos), é a hora da retribuição - não só do chocolate, mas do sentimento pela garota! Então, os garotos que receberam os chocolates e quiserem corresponder ao sentimento, devem retribuir com chocolate também. Ou então entregam para a garota que estão a fim... Esse é o chamado White Day. :) (é, é igualzinho ao Japão)


O lado negro do Valentine's Day

Agora, paremos para pensar...

A entrega forçosa de chocolates no dia de São Valentim (aff, isso sempre me lembra a Chiquinha...), por mais que seja algo tradicional e que faz parte do costume oriental, é uma prática que, se for pensar nas possíveis consequências psicológicas, é de assustar!

Pense numa garota que é apaixonada por um mocinho bem popular e bonito ou que não tá nem aí para namorar, sei lá, mas que é certeza de que vai dar um fora na menina. Oras, se ela abre seu coração, espera ser correspondida. Entretanto, não é o que normalmente ocorre, o que ocasiona em costumeiros ataques de depressão nas jovens garotas.

Na minha opinião, a prática de entrega de chocolates nada mais é que um momento de tentativa de autovalorização de cada indivíduo em relação ao seu próximo, mas de uma maneira com alta possibilidade de frustração. É muita preocupação, de ambas as partes, para cumprir com as expectativas alheias. Assim, com as grandes chances de frustração, cria-se um sentimento de autopiedade exacerbado, que mais desvaloriza a si mesmo do que o contrário.


O lado bom

De uma sociedade em que estabelece uma data para revelar seu amor não é de se esperar que haja 100% de aceitação. Claro, não é algo que se deva levar muito a sério. Tanto é que muitas pessoas deixaram de entregar os chocolates somente a seus "príncipes sapos", passando a entregar para amigos queridos, amigas, mãe, pai, irmãos, colegas de trabalho etc. Assim, as chances de serem retribuídos aumentam consideravelmente. :)

Mais que somente um dia comercial de vendas de chocolates (ou ingredientes para a própria pessoa fazer em casa - o que é bem comum), o Valentine's Day se tornou um dia para presentear as pessoas queridas. Felizmente as pessoas estão percebendo que vale mais a pena presentear as pessoas à sua volta que têm potencial de manter uma amizade bem estruturada do que um desconhecido que você tenta chamar a atenção forçosamente e que tem grandes chances de ser ignorada!

Po, se quiser cantar alguém, usa uma tática melhor que pelo menos não gaste dinheiro e nem tenha que esperar 1 mês pra saber a resposta, né... :P


Enfim, falei demais. A pedido do leitor Rodrigo, vamos ver um pouco de vocabulário relacionado ao assunto:



나를 봐주세요 (Na reul pwajuseyo) - Olhe para mim (educadamente)
널 사랑해 (Neol saranghae) - Te amo (pode ser só 사랑해 também)
널 좋아해요 (Neol choahaeyo) - Gosto de você
뽀뽀해줘 (Ppoppo haejweo) - Me dê um beijinho (selinho, mais meigo. Pode ser beijinho no rosto também)
키스 해줘 (Khiseu haejweo) - Me dê um beijo (beijo de verdade)
나는 언제나 네 생각을 하고 있어 (Na neun eonje na ne saenggageul hago isseo) - Estou sempre pensando em você
바보처럼 느껴져요 (Pabo cheoreom neukkyeojyeoyo) - Me sinto como um bobo
제발, 나를 용서해주세요 (Chebal, na reul yongseo haejuseyo) - Por favor, me perdoe
나와 함께 있어줘 (Na wa hamkke isseojweo) - Fique comigo
결혼할래요? (Kyeoron hallaeyo?) - Quer se casar comigo?


Acho que já tá bom, né?

Aliás, para os que tiveram saco de ler até aqui:


PERGUNTA!

Para quem você entregaria chocolates, se pudesse? Qualquer pessoa que exista nesse mundo, independentemente da distância que você estiver dele(a).
Sim, pode ser artista de kpop... xD


Um mais feioso que o outro... >_<
 Choi Siwon, Kim Hyun-joong, Jae Joong, Lee Minho, Rain,
Bae Yong-joon, Kim Hyung-joon, Jang Geunsuk, Jung Yunho, Jung Il Woo


E uma mais horrorosa que a outra... :P
Lee Hyori, Kim Soeun, Kim Yoobin, Luna, BoA

segunda-feira, 17 de maio de 2010

[Open Thread] Fotos esquisitas do Japão (PARTE 2)

Mais algumas fotinhos esquisitas que tirei!


RESTAURANTE BUKKAKE

Para quem não sabe, Bukkake é isso. E o restaurante tem esse nome, hehehe. xD Você comeria um BUKKAKE UDON?

Brincadeiras à parte, bukkake é também um prato feito com cobertura de caldo de carne.

Um amigo meu que esteve no Japão recentemente tambem disse que viu restaurantes com o nome TRAINDO e DEMITASSE, hahaha!!! Só preciso das fotos pra comprovar...


MENDIGO

Isso não é novidade, ainda mais depois das últimas pesquisas sobre o nível de pobreza no Japão, que tem aumentado bastante ultimamente.

Este mendigo eu vi na praça do Palácio Imperial, em Tóquio.
Lamentável.




ROUPINHAS DE CACHORRO

Acho que essa é uma das coisas mais ridículas que já vi na minha vida, haha, mas como temos que sempre estar preparados para ver coisas que nunca esperaríamos ver (ainda mais no Japão)... presenciei, numa loja de pérolas em Nagasaki, essas roupinhas chinesas para cachorros. Hehehe.

E são carinhas até!!! 2100 yen dá mais  ou menos 40 reais!




AVIÃO DO POKÉMON


No mínimo, bonitinho. Bem bizarrinho assim no avião... :P

Isso foi no aeroporto de Haneda, em Tóquio, em direção a Miyazaki.







MONUMENTO DO BRASIL EM NAGASAKI




Não se encaixa na categoria fotos esquisitas, mas merece destaque.

Bem legal! :D
O monumento doado pelo Brasil a Nagasaki em prol da paz, por causa da bomba.

Tinha monumentos de diversos países.








PROFISSÃO: TIRADOR DE CHICLETE GRUDADO NA CALÇADA


Esse moço me surpreendeu: essa era a função dele, em plena Tóquio. Estava eu sentada numa banquetinha numa rua em Tóquio, e passa esse tiozinho tirando os chicletes (daqueles já cinzas) grudados no chão. E o pior: vestido com roupa social!

É realmente admirável...

Bom, lixo praticamente não havia - a não ser um papelzinho que meu tio jogou no chão pra dizer "agora tem um lixo no chão!" (hahahaha! eu fiquei tão brava com ele...) -, mas chiclete grudado, tem.




Nesse mesmo dia, duas pessoas vieram me pedir informações... primeiro uma senhora de chapéu perguntando para que lado fica o monorail. Virge, eu só pedi desculpas e disse que não era dali e que por isso não sabia explicar - se bem que logo em seguida vi uma placa indicando モノレール, só que já era tarde... E depois um tiozinho veio me perguntando para que lado era a Tokyo Tower... Deus do céu, acho que realmente tenho cara de japa original xD

Chega por hoje. Tem tanta coisa legal pra contar de lá, mas não vou ocupar o ouvido/olhos de vocês com tantas coisas, haha.

domingo, 16 de maio de 2010

Mais de 100 seguidores - 너무 감사합니다!

Yotsuba
 감사합니다!

Gostaria de fazer esse post em agradecimento a todas as pessoas que visitam esse blog!

Recentemente o blog atingiu os 100 seguidores, e isso com menos de 5 meses de vida, o que para mim era algo inesperado. :) Quando comecei o blog, foi muito mais na intenção de ocupar meu tempo livre com algo criativo, educativo e que fosse, ao mesmo tempo, instrutivo tanto para mim quanto para quem visitasse. Porém, não imaginava que fosse atingir proporções como essa.

Fiquei muito feliz e surpresa em ver a quantidade de pessoas interessadas na língua coreana, ainda não muito (ou quase nada) difundida no Brasil. A cultura oriental aqui ainda é muito vista somente como "Japão" e "China", ainda que muitas vezes misturadas. A nossa noção de cultura coreana, pior, é ainda pequena ou até desconhecida por nós, por possuir uma imigração recente no nosso país.

Meu maior objetivo com o blog era me forçar a estudar, explicando o que sabia e pesquisando o que não sabia para, assim, aprender mais. E descobri na pele que ensinando é que se aprende, em dobro, triplo... :) Isso tem me deixado infinitamente satisfeita e entusiasmada a continuar. ^^

Portanto, agradeço infinitamente a todos os seguidores e visitantes do blog Aprendendo Coreano!!!  

감사합니다!!! ^^

Sem vocês esse blog seria uma poeira insignificante nessa enxurrada de informações que é a Internet. Saber selecionar o que é importante e necessário para si é algo difícil de se fazer, considerando-se a quantidade de informações que recebemos diariamente. Fico muito feliz que o aprendizado de coreano faça parte do dia-a-dia de vocês. :) Vocês fazem parte da história desse blog que, ainda que pequeno, é importante para mim nesse momento de minha humilde vida. xD

Tudo isso me dá mais forças de continuar a postar, mesmo que não seja diariamente (afinal, eu também tenho vida fora daqui xD) e fazer cada vez mais um blog interessante para os que aqui visitam. Peço também que continuem a me dar o suporte para que o blog cresça cada vez mais.

Vou começar a colocar alguns questionários para conhecer melhor os leitores e o que os agrada/não agrada no blog, para tentar sempre melhorar.

Mais uma vez, obrigada por tudo e bom estudo para todos nós!
파이팅! :D

바보

sexta-feira, 19 de março de 2010

Impressão - Evento sobre a Coreia na USP [18.03.2010]

Uma pena para os que não puderam estar presentes no Seminário Coreia do Sul, experiências brasileiras, pois foi extremamente informativo e proveitoso. :)

Chegando na FEA, quase que meto a roda do carro nuns buracos enormes no estacionamento, hahaha. E é incrível que sempre que chego na FEA acho aquele prédio lindo... Inveja de FFLCH :P

Ao adentrar a sala, já tinha uma galera lá e estava tocando músicas coreanas. O início do seminário atrasou, o que foi bom, já que cheguei em cima da hora.

Primeira mesa: Abertura
Iniciou-se com breves comentários gerais sobre a Coreia pelo Coordenador do Departamento de Administração da FEA, seguido do Diretor da FEA, da diretora da FFLCH e da diretora do Instituto de Relações Internacionais. 
Cada um representou seu departamento dando um grande enfoque ao apoio na iniciativa de dar continuidade aos estudos coreanos na USP e no Brasil.

Segunda mesa: Estudos coreanos no Brasil
Composta de Coordenadores de Estudos Asiáticos de três grandes instituições: UnB, PUCSP e USP. 
Cada um expôs as experiências e abordagens no que se refere aos estudos coreanos dentro de cada instituição. Uma visão mais burocrática a respeito do enfoque coreano dentro dos departamentos.

Terceira mesa: A Coreia hoje
Composta da Coordenadora do Grupo de Estudos Coreanos da FFLCH (minha profa.!), Coordenador do curso de pós-graduação da Faculdade de Economia/FEA e da Chefe da Divisão do Japão e da Península Coreana.
Explanação sobre a atual Coreia no âmbito popular, econômico e político. Falou-se do fenômeno "onda coreana" chamado Hallyu (한류), abrangendo desde dramas - como o famosíssimo Sonata de Inverno (겨울연가) - e sua repercussão no mundo, até os concursos de dança de b-bops coreanos, famosos por suas repetidas vitórias em tais concursos. Todos esses "produtos" coreanos fazem parte da Hallyu, por serem produtos de exportação que não necessitam de importação. Essa onda impulsionou a economia coreana na década de 90 por meio do crescimento de exportações para a China.
Em seguida houve a abordagem econômica sobre a República da Coreia. Falou-se sobre o crescimento econômico na década de 80, as raízes e as políticas macroeconômicas necessárias para tal crescimento, os Chaebeol (que o professor chamou de "djéból"), assim como os problemas econômicos no século XXI.
Por último, deu-se um enfoque político para o país. Muito se falou do eterno presidente da Coreia do Norte, Kim Il-sung (김일성) - e da sua extrema importância principalmente na capital Pyongyang -, seu filho e atual líder Kim Jong-il (김정일) e do atual presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak (이명박). Discutiu-se rapidamente a divisão e tentativa de unificação das Coreias, assunto esse bastante controverso.
Em virtude do enfoque mais abrangente - se comparado ao das mesas anteriores -, um grande número de perguntas foram feitas pelo público, às quais não foram respondidas por completo por falta de tempo disponível.

Quarta mesa: Experiências brasileiras
Composta pelo ex-reitor da USP, um professor da FEA, o ex-embaixador do Brasil na Coreia e o Cônsul Geral da Coreia em São Paulo.
Logicamente, o enfoque foi muito mais político do que emocional (como era o esperado). Falou-se sobre a autosustentabilidade nas grandes empresas coreanas, a situação política-econômica da península e a visão diplomática do Brasil-Coreia pelo cônsul, que, destacadamente, fez sua palestra com muita competência na pronúncia do português. Ignorando algumas dificuldades fonéticas esperadas, sua entonação e fluência me surpreenderam, assim como sua diplomacia e coerência. Ah, sim, o cônsul é coreano.

Encerrando, tivemos um coquetel, contando com alguns pratos típicos coreanos, que estavam realmente uma delícia. Concomitantemente, estava sendo exibido o documentário "Korean Cinema Unleashed", sobre o cinema coreano. Uma pena que tive que ir embora rapidamente.

De forma bem resumida, foi um seminário competente e informativo, apesar de aparentemente feito às pressas. Contou com presenças ilustres e de grande peso, que trouxeram brilho e poliram com grandeza o evento. Apesar do caráter acadêmico, foi leve e popularmente abrangente. Valeu a pena!

Ah é, e ainda ganhamos um guia de viagens sobre a Coreia. :D
Aliás... alguém daqui foi?

sexta-feira, 12 de março de 2010

Romanização - Eis a questão


Desde que comecei este blog, tive intenções de não me apegar à romanização para ensinar. Vou explicar a razão.

Considerando que a língua coreana é extramamente sonora e que necessita de uma audição atenta para compreender com exatidão as diferenças sutis entre as variações de uma consoante, acredito que, muito mais que saber ler, é preciso saber pronunciar. Sabendo pronunciar, torna-se desncessária a leitura romanizada da letra em coreano. Nâo é?

A partir do momento em que você sabe que 하다 é "hada", não é mais necessário ler o "hada", mas somente o 하다. Então, por que vou eu escrever o "hada"?

Digo para vocês: romanização só atrapalha.

Claro, há palavras que possuem uma leitura fora do esperado (o que há bastante no coreano, em virtude das regras de assimilação de consoantes), e nessas sem dúvidas que colocarei a romanização para entendimento da leitura. Mas gostaria de deixar claro que, para aprender uma língua, é necessário compreendê-la em sua totalidade.

Por exemplo, em inglês, não colocamos as leituras fonéticas de She's got a gun como Xis góra gãn, ou I have been waiting for you como Ai rév bin uêirin fór iú. Simplesmente não colocamos. Acabamos aprendendo conforme ouvimos repetidas vezes.

Em coreano podemos fazer o mesmo. Portanto, vamos nos forçar a ler com as letrinhas do hangul! Acompanhem sempre o áudio que coloco, pois é de extrema importância aguçar o ouvido, assim como familiarizar o ouvido com a fonética. Tenho certeza de que isso ajudará muito a melhorar seu nível de entendimento da língua coreana. :)

Nesse último post, sobre congestionamento, já tirei a romanização. Desculpem as pessoas que ainda não aprenderam a leitura. Não tenho intenções de segregar nem nada, somente usar uma didática que force o aluno a entender a língua como ela realmente é, e não mascarada por meio de uma outra linguagem, compreende?

Quanto à melhora da pronúncia, estou com alguns planos de começar uma espécie de podcast. Acredito que ajudaria bastante, né? Mas isso fica pra um próximo post ^^

Bons estudos! Sem romanização!
Se alguém tiver alguma colocação, fique a vontade para comentar.

ㅆㅆㅆ

[Palavra do dia] - 교통 체증 (kyothong chejeung)

Palavrinha maldita que combinou muito com o dia de hoje.


교통체증
kyo.thong.che.jeung
[Congestionamento, trânsito]


Sabe aqueles dias que você tem certeza de que não deveria ter saído da cama? Pois é, meu dia foi assim hoje.

(1) 오늘은 산파울로의 교통 체증이 무서웠다!
Hoje, o trânsito de São Paulo estava terrível!

(2) 교통 체증이 많이 있었기 때문에, 저 긴장했다!

Como havia muito congestionamento, fiquei nervosa!


(3) 오늘은 교통 체증이 143킬로미터 닿았어.
Hoje o trânsito atingiu 143 quilômetros.


(4) 전체, 교통 체증에서 5시간 정도 지났어. 운전 때문에 다리가 아프고 있었어!

No total, passei 5 horas no congestionamento. Minhas pernas estavam doendo de dirigir.


Ouça o áudio aqui:



Vocabulário:


오늘 - hoje
산파울로 - São Paulo, acompanhado da partícula 의 -> de São Paulo
무서웠다 - estava terrível (passado de 무서운 - terrível)
많이 - muito
~기 때문에 ou 때문에 - expressão de oração coordenada explicativa: como, porque, por causa de
긴장했다 - passado de 긴장하다 (estar/ser nervoso)
킬로미터 - quilômetro
닿았어 - passado de 닿다 (alcançar)
전체 - total
~에서 - partícula de locativo em que ocorre uma ação
5시간 - 5 horas
정도 - aproximadamente
지났어 - passado de 지나다 (passar, spend)
운전 - direção (o ato de dirigir)
다리 - perna
아프고 있었어 - estava doendo (verbo 아프다, doer)


Todas essas frases são verdadeiras. Somando-se ao fato de que, por causa do 교통 체증 não consegui fazer praticamente nada do que estava planejando hoje! Tudo por causa de "algumas" horas que perdi no meio do 교통 체증 da Paulista e da Marginal Pinheiros. Só para fazer um desvio da Avenida Paulista, qu estava bloqueada por causa da bendita manifestação que ocupou a avenida INTEIRA, levei praticamente 1 hora.

Passeata idiota dos professores na Paulista... e isso porque ainda pretendo virar professora. >_< Manifestação social é algo que até compreendo e incentivo, de certa forma, mas há certas coisas que não funcionam. Não mesmo. Afinal, qual o objetivo da manifestação? Atrapalhar e acabar com a tarde de centenas de pessoas que querem passar por uma avenida do porte da Paulista ou divulgar as ideias e ideais de uma organização (seja lá o que for de organizado nisso...) e reivindicar seus direitos, fazendo as pessoas se interessarem? Tudo bem, é os dois juntos: atrapalhar para chamar atenção para algo "menor" mas de muita importância, sim. Até aí, beleza. Mas e os resultados? E as consequências? Fazendo o balanço de tudo, não tenho dúvidas de que o resultado é negativo. A manifestação terá valido a pena? Conseguiu-se resultados positivos de acordo com o proposto? Ou somente obtiveram prejuízos causados pelo trânsito e, consequentemente, atrasos de diversas coisas que dependiam de tempo para serem resolvidos naquele dia? Sinceramente, passeata em que mais se prejudica do que ajuda, não ganha pontos. A imagem de "passeata de professor" eternamente será vista como estorvo social. Não só de professor, mas qualquer uma que envolva o ponto fraco da cidade de São Paulo, que é o trânsito. No meio de tanta bagunça, e se de repente tem alguém correndo risco de perder a vida e precisa chegar logo ao hospital? Ou se tem uma mulher em trabalho de parto? Mesmo que esteja numa ambulância, que sai passando por cima de todo mundo, é bem pouco provável que consiga chegar rápido, com a galera toda espalhada na rua com seus respectivos carros. E aí??

"No fim a gente acostuma."
"Fazer o quê?"
"Vamos levando."
"É culpa do prefeito!"
"É só chover que o trânsito pára."

Poxa, quantas vezes já ouvi isso? Pegando busão, metrô, carro, táxi, trem... Dividimos as pistas com carros, ônibus, caminhões, motos, carroceiros, bicicletas e até skatistas! Cada um em sua latinha colorida pra lá e pra cá...

O cara compra um Subaru do último ano, perfeito pra correr, mas não passa da 3a marcha andando em SP. De que é que adianta, filho?! Compra um celtinha que tá no lucro, já que é pra bater e ser batido nessa loucura.

Vou andar só de busão e metrô mesmo, em SP. Carro, só fim de semana.

ㅁㅁㅁ